Homens ganham um pouco mais de hipertrofia absoluta que mulheres no treino resistido — mas o percentual relativo é praticamente igual
1. Instituição e origem: Autores internacionais publicaram revisão sistemática com meta-análise bayesiana no PeerJ em 2025 (PMID 40028215, DOI 10.7717/peerj.19042), sintetizando estudos que compararam homens e mulheres saudáveis (18–45 anos) submetidos ao mesmo protocolo de treino resistido com medidas diretas de tamanho muscular antes e depois.
2. O que o estudo queria responder: Existe diferença biológica relevante entre sexos nos ganhos de hipertrofia após treino resistido — em valores absolutos e relativos — e isso muda conforme região corporal, tipo de fibra ou experiência prévia com musculação?
3. Quem participou: De 2.720 estudos rastreados, 29 RCTs entraram na análise estatística, todos com homens e mulheres saudáveis de 18–45 anos realizando a mesma intervenção de treino resistido e medida de tamanho muscular (ultrassom, ressonância, DXA ou equivalente).
4. Como foi feito: Meta-análise bayesiana estimando diferença padronizada (SMD), razão de resposta logarítmica (lnRR) e probabilidade de direção (Pd) para hipertrofia absoluta e relativa. Análises de subgrupo por método de medida, região corporal (superior vs inferior), tipo de fibra (I vs II) e experiência prévia com treino resistido.
5. Duração: A duração dos RCTs incluídos variou entre estudos; a síntese não fixa um número único de semanas, o que limita prever em quanto tempo a pequena vantagem absoluta masculina aparece em programas específicos.
7. O que os resultados mostraram: (a) Hipertrofia absoluta favoreceu levemente homens: SMD = 0,19 (IC 95% HDI 0,11 a 0,28), Pd = 100%. (b) Hipertrofia relativa (% de mudança) foi equivalente entre sexos: mudança expandida do lnRR = 0,69% (IC −1,50% a 2,88%). (c) Hipertrofia de membros superiores favoreceu homens em valores absolutos, mas não em inferiores; fibras tipo I mostraram leve vantagem masculina, tipo II não diferiu. Experiência prévia com treino resistido não moderou os resultados de forma relevante.
8. O que o estudo não responde: Faixa etária limitada a adultos jovens; poucos dados sobre mulheres em uso de anticoncepcionais hormonais ou atletas de elite. Não compara volumes de treino distintos entre sexos na prática real de academia.
9. Aplicação prática: Mulheres podem esperar percentuais de hipertrofia comparáveis aos de homens com o mesmo estímulo — programas “femininos” com volume drasticamente reduzido não têm base nesta evidência. Ajuste carga e progressão individualmente, não por estereótipo de sexo.
10. Ponto de atenção: Diferença absoluta pequena (SMD 0,19) não justifica metas, cargas ou expectativas muito distintas entre homens e mulheres na mesma fase de treino.
11. Uma frase para levar: Homens podem ganhar um pouco mais de músculo em quilos, mas homens e mulheres crescem na mesma proporção relativa quando o treino é igual.
Referência
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40028215/
Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.
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