Retreino de passada por impacto ou cadência reduz dor ao correr em 6 meses — RCT com 30 corredores com dor patelofemoral
1. Instituição e origem: De Souza Júnior, Rabelo e Lemos conduziram RCT registrado (RBR-8yb47v) publicado no PLoS ONE em 2024 (PMID 38198492, DOI 10.1371/journal.pone.0295645), comparando dois protocolos breves de retreino de marcha em corredores com dor patelofemoral (PFP).
2. O que o estudo queria responder: Programas de duas semanas, parcialmente supervisionados, focados em reduzir impacto tibial ou aumentar cadência melhoram dor, função do joelho e cinemática do membro inferior em corredores com PFP, comparados a não intervir?
3. Quem participou: Trinta corredores com PFP: 10 no grupo impacto (meta de reduzir aceleração tibial em 50%), 10 no grupo cadência (+7,5–10% de passadas por minuto) e 10 controles. Avaliações antes (T0), após duas semanas (T2) e seis meses depois (T24).
4. Como foi feito: RCT paralelo com feedback de aceleração tibial ou metrônomo de cadência. Mediram-se dor usual e durante corrida, função do joelho e cinemática (queda pélvica, adução de quadril, flexão de joelho, dorsiflexão, inclinação de tíbia e pé).
5. Duração: Intervenção ativa de duas semanas com follow-up de seis meses para dor ao correr; mudanças cinemáticas imediatas não necessariamente persistem, conforme ausência de diferenças cinemáticas entre grupos.
7. O que os resultados mostraram: Interação grupo×tempo para dor ao correr (p = 0,010) e função do joelho (p = 0,019). (a) Em T24, ambos os retreinos superaram o controle na dor durante corrida (impacto vs controle: diferença média −3,2; IC 95% −5,1 a −1,3; p = 0,001; cadência vs controle: −2,9; −4,8 a −1,0; p = 0,002). (b) O grupo impacto melhorou função do joelho versus controle em T2 (10,8 pontos; 1,0 a 20,6; p = 0,027). (c) Dor em repouso e cinemática não diferiram entre grupos (p > 0,05).
8. O que o estudo não responde: Não substitui fortalecimento de quadril/core nem avaliação de calçado e carga de treino. Generalização para outras lesões de corrida não foi testada.
9. Aplicação prática: Corredores com dor anterior no joelho podem testar, com fisioterapeuta, duas semanas focando em passada mais suave ou cadência ~8–10% maior com metrônomo, com progressão gradual de volume.
10. Ponto de atenção: Mudar cadência ou impacto sem adaptação pode sobrecarregar tornozelo ou fáscia plantar — progressão supervisionada é importante.
11. Uma frase para levar: Duas semanas retreinando passada podem aliviar o joelho do corredor meses depois — por menos impacto ou passos mais rápidos.
Referência
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38198492/
Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.
Transforme ciência em prática
Crie sua conta e receba treino, nutrição e bem-estar personalizados por IA, adaptados ao seu momento de vida.
Começar no seu ritmo