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Nutrição

Creatina ≥5 g/dia com musculação aumenta massa magra e força em mulheres pós-menopausa — meta-análise de 7 RCTs (n=608)

02/06/2026 · 3 min de leitura · Evidência: Alta

Em resumo: Creatina não substitui musculação na pós-menopausa — mas com treino e pelo menos 5 g/dia, os ganhos de massa magra e força são pequenos, porém mensuráveis e sem sinal de dano renal nesta revisão.

1. Instituição e origem: Revisão sistemática conduzida por Siavash Naddafha, Jose Antonio, Richard B. Kreider, Jeffrey R. Stout e colaboradores, com afiliação na Edith Cowan University (Joondalup, Austrália) e redes internacionais de nutrição esportiva. Publicada em 2026 no Journal of the International Society of Sports Nutrition (DOI 10.1080/15502783.2026.2668435). Materiais suplementares depositados no OSF (DOI 10.17605/OSF.IO/BVTRZ) após conclusão da análise — o registro prospectivo não foi realizado.

2. O que o estudo queria responder: A menopausa acelera perda de massa muscular, força e densidade óssea. A revisão perguntou se a suplementação com creatina monohidratada — com ou sem treino resistido (RT) — melhora massa magra (DXA), força (1-RM), densidade mineral óssea e segurança em mulheres pós-menopausa.

3. Quem participou: Sete RCTs duplo-cegos placebo-controlados (n=608 randomizadas; duração 12–104 semanas, mediana 38 semanas). Mulheres pós-menopausa com idade média ≈62 anos. Critérios: idade ≥40–45 anos, intervenção ≥6 semanas nas análises primárias.

4. Como foi feito: Busca em MEDLINE, Embase, Scopus, Web of Science, SPORTDiscus e Cochrane CENTRAL (2000–agosto/2025), registros de ensaios e listas de referência. Triagem dupla, extração duplicada, RoB 2 (Cochrane). Meta-análise de efeitos aleatórios (estimador Paule-Mandel, ajuste Hartung-Knapp-Sidik-Jonkman). Subgrupos por presença de RT; meta-regressão exploratória dose/duração.

5. Duração: Intervenções de 12 a 104 semanas (mediana 38 semanas) — tempo suficiente para detectar adaptações de força e composição corporal, mas insuficiente para conclusões definitivas sobre fraturas ou osteoporose clínica.

7. O que os resultados mostraram: Massa magra (k=5; n=338): creatina superior ao placebo, diferença média (DM) +0,37 kg (IC95% +0,05 a +0,69; I²=25%). Leg press 1-RM (k=3; n=111): DM +7,5 kg (IC95% +2,2 a +12,8; I²=0%). Benefícios claros quando creatina ≥5 g/dia foi combinada com RT; doses ≤3 g/dia sem RT não mostraram efeito mensurável. Densidade óssea global inalterada. Eventos adversos leves e similares ao placebo; índices renais estáveis. Viés de risco predominantemente “algumas preocupações”; um RCT grande e pré-registrado teve baixo risco.

8. O que o estudo não responde: Não esclarece efeito ósseo em longo prazo nem dose ótima além do limiar de 5 g/dia com RT. População exclusivamente feminina pós-menopausa — não generaliza para homens idosos ou atletas. Registro retrospectivo da revisão limita transparência prévia do protocolo.

9. Aplicação prática: Mulheres pós-menopausa em programa de musculação: considerar creatina monohidratada ≥5 g/dia (ex.: 3–5 g pós-treino), com hidratação adequada e acompanhamento médico se houver doença renal. Sem treino resistido, o retorno provável é mínimo segundo estes dados.

10. Ponto de atenção: Suplementação exige avaliação médica em doença renal crônica ou uso de múltiplos medicamentos. A revisão não substitui densitometria óssea nem tratamento de osteoporose.

11. Uma frase para levar: Creatina não substitui musculação na pós-menopausa — mas com treino e pelo menos 5 g/dia, os ganhos de massa magra e força são pequenos, porém mensuráveis e sem sinal de dano renal nesta revisão.

Referência

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42141930/

Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.

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