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Nutrição

Proteína alta (2 g/kg/dia) por 8 semanas aumenta massa muscular e força — o horário em torno do treino não faz diferença

26/05/2026 · 3 min de leitura · Evidência: Alta

Em resumo: Com 2 g de proteína por quilo ao dia e treino consistente, o total diário constrói músculo; neste estudo, o horário em torno da sessão não mudou o resultado.

1. Instituição e origem: Publicado por Lak et al. na revista Frontiers in Nutrition (2024), PMID 38846541. O estudo compara estratégias de timing de proteína em homens já habituados ao treino resistido, dentro da literatura que questiona se a “janela anabólica” ainda justifica recomendações rígidas de horário.

2. O que o estudo queria responder: Oito semanas de treino resistido com dieta hiperproteica (2 g/kg/dia) produzem ganhos diferentes se a proteína for consumida imediatamente antes e depois da sessão versus em janelas de cerca de 3 horas antes e depois do exercício?

3. Quem participou: Quarenta homens treinados em resistência (média de 24 ± 4 anos) randomizados em dois grupos de timing. Nove abandonaram (quatro no grupo de 3 h, cinco no imediato); 31 completaram o protocolo e entraram na análise final.

4. Como foi feito: Intervenção paralela de oito semanas: treino resistido estruturado mais ingestão proteica total de 2 g/kg/dia, com a única diferença entre braços sendo o cronograma das refeições proteicas em relação à sessão (imediato pré/pós versus ~3 h pré/pós). Foram medidos composição corporal, desempenho muscular (incluindo Australian pull-up) e marcadores bioquímicos antes e depois.

5. Duração: Oito semanas — tempo típico para detectar hipertrofia inicial em treinados, mas insuficiente para concluir sobre adaptações de longo prazo ou periodização anual. Desistências reduziram o poder estatístico para diferenças sutis entre timings.

7. O que os resultados mostraram: Entre os 31 concluintes, massa muscular esquelética, força e desempenho no Australian pull-up aumentaram significativamente do pré para o pós em ambos os grupos (p < 0,05), sem diferença entre timings (p > 0,05). A ureia sérica também subiu nos dois braços (p < 0,05), coerente com maior turnover proteico. O achado central é negativo para o “timing mágico”: com ~2 g/kg/dia e treino resistido, a ingestão diária total parece explicar os ganhos — não cronometrar ao minuto em torno da sessão.

8. O que o estudo não responde: Não testou doses menores de proteína, mulheres, idosos ou iniciantes; não avaliou síntese proteica muscular direta (biopsia ou traçadores). Não compara fontes proteicas nem distribuição em mais de duas refeições por sessão.

9. Aplicação prática: Priorize atingir ~2 g/kg/dia de proteína distribuída ao longo do dia se o objetivo é hipertrofia com treino resistido. Ajustar o relógio em torno do treino é secundário quando a ingestão total já está alta — útil para reduzir ansiedade alimentar em atletas amadores.

10. Ponto de atenção: Amostra pequena após desistências, apenas homens treinados e oito semanas — não generaliza para mulheres, iniciantes ou estratégias de longo prazo.

11. Uma frase para levar: Com 2 g de proteína por quilo ao dia e treino consistente, o total diário constrói músculo; neste estudo, o horário em torno da sessão não mudou o resultado.

Referência

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38846541/

Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.

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