Deficiência de ferro prejudica o desempenho de atletas femininas?
A deficiência de ferro representa um problema de saúde pública no esporte feminino: até 60% das atletas femininas apresentam algum grau de deficiência, segundo revisão sistemática de 2024 da Universidade de Canberra. O impacto é direto — o ferro é essencial para produção de hemoglobina (transporte de oxigênio) e funcionamento das mitocôndrias.
A relação entre status de ferro e capacidade aeróbica é dose-dependente: quanto maior a deficiência, maior a queda no VO2max. A boa notícia é que a suplementação funciona — e funciona rapidamente. Doses de 16 a 60 mg/dia de ferro elementar por 6-8 semanas foram suficientes para melhorar desempenho em casos de deficiência leve a moderada.
Um ponto frequentemente ignorado: é possível ter deficiência de ferro sem ter anemia clinicamente detectável. Ferritina sérica baixa com hemoglobina normal (deficiência de ferro sem anemia) já é suficiente para comprometer desempenho — mas passa despercebida em exames básicos. Atletas femininas devem pedir dosagem de ferritina especificamente.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação individual com médico, nutricionista ou profissional de educação física.
Referência
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39536912/
Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.
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