Vitaminas C e E em altas doses atrapalham as adaptações ao treino?
A lógica parece simples: exercício intenso gera radicais livres e dano muscular; antioxidantes neutralizam radicais livres; logo, antioxidantes reduzem dano e melhoram recuperação. Meta-análise de 2025 com 26 estudos e 505 atletas mostra que essa lógica não se confirma na prática — 79% dos estudos não encontraram diferença entre vitaminas C e E e placebo.
Mas o achado mais contraintuitivo vai além: evidências crescentes sugerem que megadoses crônicas de vitaminas C e E podem bloquear adaptações ao treinamento — especialmente a biogênese mitocondrial (formação de novas mitocôndrias) e ganhos de força e hipertrofia. O mecanismo: o estresse oxidativo induzido pelo exercício é um sinal necessário que ativa as vias de adaptação muscular. Antioxidantes em excesso podem 'apagar' esse sinal.
A mensagem prática não é que vitaminas C e E são prejudiciais — é que megadoses como estratégia de recuperação esportiva provavelmente não funcionam e podem atrapalhar. Garantir ingestão adequada por alimentação variada (frutas cítricas, vegetais, oleaginosas) é suficiente para a maioria dos atletas. Suplementar faz sentido apenas quando há deficiência documentada.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação individual com médico, nutricionista ou profissional de educação física.
Referência
https://link.springer.com/article/10.1186/s13102-025-01381-2
Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.
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