Treino de assoalho pélvico por 16 semanas melhora incontinência urinária de esforço em mulheres que praticam fitness funcional — RCT cego
1. Instituição e origem: Skaug, Engh e Bø (Norwegian School of Sport Sciences; Akershus University Hospital, Noruega) publicaram RCT cego para avaliador no BJSM (2024; PMID 38413133; DOI 10.1136/bjsports-2023-107365). Testou treino de assoalho pélvico (PFMT) em mulheres com incontinência urinária de esforço (SUI) durante treino funcional/CrossFit.
2. O que o estudo queria responder: Se PFMT domiciliar reduz sintomas de SUI em praticantes femininas de fitness funcional comparado a controle sem intervenção específica.
3. Quem participou: 47 mulheres (PFMT n=22, controle n=25), idade média 33,5 anos (DP 8,1), com SUI relacionada a exercício funcional.
4. Como foi feito: PFMT: 16 semanas, 3 séries/dia de 8–12 contrações máximas do assoalho pélvico, lembretes semanais por telefone. Desfecho primário: mudança no ICIQ-UI-SF; secundários: força vaginal (manometria), incontinência anal e prolapsos.
5. Duração: Dezesseis semanas captam adaptação neuromuscular do assoalho; manutenção após parar lembretes não foi foco principal do abstract.
7. O que os resultados mostraram: Diferença entre grupos na mudança do ICIQ-UI-SF: −1,4 pontos (IC 95% −2,6 a −0,2) favorecendo PFMT. (a) 64% no PFMT vs 8% no controle reportaram melhora subjetiva (RR 7,96; IC 2,03–31,19). (b) Força medida por manometria não diferiu significativamente entre grupos. (c) Sintomas de incontinência anal/prolapso sem diferença de grupo.
8. O que o estudo não responde: Não avalia homens trans/cis em funcional nem todas modalidades além de exercisers funcional/CrossFit. Força objetiva não acompanhou questionário em todos os desfechos.
9. Aplicação prática: Mulheres com perda de urina em saltos/agachamentos funcionais: protocolo diário de PFMT 8–12 repetições máximas, 3x/dia, por ~4 meses, com acompanhamento profissional se sintomas persistirem.
10. Ponto de atenção: SUI não é “normal” por praticar CrossFit — PFMT é primeira linha antes de abandonar treino. Buscar fisioterapeuta pélvico se RR elevado de recidiva.
11. Uma frase para levar: Fortalecer assoalho pélvico pode devolver confiança no WOD — sintomas melhoraram mais que a manometria mostrou.
Referência
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38413133/
Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.
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