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Treino de estabilidade de core lidera melhora no FMS de atletas — meta-análise com 40 estudos e 1.604 atletas

11/06/2026 · 3 min de leitura · Evidência: Alta

Treino de estabilidade de core lidera melhora no FMS de atletas — meta-análise com 40 estudos e 1.604 atletas
Em resumo: Para mover melhor no FMS, core stability e neuromuscular venceram — funcional ajuda, mas não liderou sozinho.

1. Instituição e origem: Revisão sistemática e meta-análise publicada em 2025, com busca até maio de 2025 em PubMed, Web of Science, Scopus e Embase. Dois revisores independentes; qualidade via PEDro e ROBINS-I; certeza GRADE. Foco: intervenções estruturadas que melhoram escores do Functional Movement Screen (FMS) em atletas.

2. O que o estudo queria responder: Quais tipos de intervenção de exercício (funcional, resistido, neuromuscular, core) mais aumentam escores do FMS — proxy de qualidade de movimento e risco de lesão?

3. Quem participou: 40 trials experimentais, 1.604 atletas (modalidades e níveis variados, juventude a profissional). Intervenções categorizadas: resistido, integrado, neuromuscular, estabilidade de core, funcional e aquecimento FIFA 11+. Desfecho: mudança pré-pós no escore total FMS.

4. Como foi feito: Meta-análises de efeitos aleatórios no RevMan 5.4. Diferenças médias (MD) com IC 95%. Subgrupos por tipo de intervenção. Heterogeneidade reportada (I²).

5. Duração: Intervenções tipicamente de 6–12 semanas nos trials incluídos. FMS é rastreio de movimento, não diagnóstico de lesão — melhora no escore não prova redução de lesões de forma direta nesta síntese.

7. O que os resultados mostraram: Melhorias significativas no FMS: (a) estabilidade de core (MD = 2,89; IC 95%: 2,46–3,32; I²=45%; certeza moderada) — maior efeito pontual. (b) neuromuscular (MD = 2,31; 1,64–2,98; I²=0%). (c) resistido (MD = 2,21; 1,82–2,61; I²=18%). (d) integrado (MD = 1,92) e funcional (MD = 1,74; 1,34–2,13; I²=0%). FIFA 11+ menor (MD = 1,69) com heterogeneidade alta. Todos p<0,001.

8. O que o estudo não responde: FMS permanece controverso como preditor de lesão em alguns contextos. População exclusivamente atlética — adultos sedentários não incluídos. Não compara custo-tempo das intervenções.

9. Aplicação prática: Atletas com FMS baixo: inclua 2–3 sessões/semana de core stability (pranchas, anti-rotação, carries) e neuromuscular (saltos, aterrisagens, controle de joelho) por 6–8 semanas antes de aumentar volume de competição.

10. Ponto de atenção: Melhorar FMS ≠ garantir performance ou ausência de lesão. Evite usar o protocolo FIFA 11+ isoladamente se a certeza da evidência é muito baixa nesta comparação.

11. Uma frase para levar: Para mover melhor no FMS, core stability e neuromuscular venceram — funcional ajuda, mas não liderou sozinho.

Referência

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40685485/

Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.

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