Musculação Fora ou Dentro da Bicicleta: As Duas Abordagens Produzem Resultados Equivalentes para Ciclistas
1. Instituição e origem: Pesquisa conduzida pela Universidad Europea de Madrid e pelo Laboratório de Performance Humana da Universidade de Murcia, Espanha, com colaboração da equipe profissional de ciclismo Jumbo-Visma (Países Baixos). Publicado em 2025 no Medicine & Science in Sports & Exercise.
2. O que o estudo queria responder: Para ciclistas bem treinados, fazer musculação convencional fora da bicicleta (agachamento com barra) produz os mesmos benefícios de força, potência e massa muscular que um novo tipo de treino de força realizado dentro da bicicleta (pedaladas com altíssima resistência e baixa cadência)?
3. Quem participou: 37 ciclistas homens bem treinados foram distribuídos em três grupos: treino de força fora da bike (off-bike, n=12), treino de força dentro da bike (on-bike, n=12) e grupo controle sem treino de força adicional (n=13). Todos mantiveram o mesmo volume e intensidade de treino de ciclismo ao longo do estudo.
4. Como foi feito: O grupo off-bike realizou agachamento completo com barra (squat), duas vezes por semana. O grupo on-bike realizou esforços máximos contra altíssimas resistências na bicicleta, pedaling a cadências muito baixas (simulando o padrão neuromuscular do agachamento, mas no movimento específico do pedalar). Os parâmetros foram rigorosamente equivalentes entre os dois grupos: mesmo número de sessões, séries, repetições, tempo de recuperação e carga relativa (70% de 1RM). O grupo controle treinou apenas ciclismo. Foram medidos: VO₂máx, força no agachamento e força específica no pedal, potência de pico (teste Wingate), composição corporal (DEXA) e estrutura muscular (área de seção transversal e ângulo de penação).
5. Duração: 10 semanas, com duas sessões de treino de força por semana — protocolo realista e compatível com a rotina de ciclistas competitivos.
7. O que os resultados mostraram: Os dois grupos de treino de força produziram resultados equivalentes entre si — e ambos foram superiores ao controle:
8. O que o estudo não responde: O estudo durou apenas 10 semanas — não sabemos se os benefícios do on-bike se mantêm ou superam o off-bike em períodos mais longos. Todos os participantes eram homens; resultados para mulheres ciclistas são desconhecidos. Não foi avaliado o desempenho em provas reais de ciclismo (time trial ou corridas), apenas testes laboratoriais. Também não foram investigados efeitos sobre lesões ou fadiga acumulada.
9. Aplicação prática: Para ciclistas que não têm acesso fácil a academias ou preferem manter a especificidade do treinamento, o treino on-bike (pedaladas com altíssima resistência) pode ser uma alternativa válida e igualmente eficaz ao agachamento convencional. Isso é relevante especialmente em períodos de competição ou em locais sem infraestrutura de musculação. O grupo controle (que não fez força) perdeu potência e massa muscular, reforçando que alguma forma de treino de força é essencial para ciclistas.
Ciclistas que não fazem força perdem potência e músculo — e tanto o agachamento clássico quanto o treino de força específico na bicicleta resolvem esse problema igualmente bem.
Referência
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39231694/
Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.
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