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Calistenia

Calistenia gera maior consumo de oxigênio pós-exercício e uso de gordura que corrida com mesmo gasto calórico — estudo com 22 adultos jovens

14/06/2026 · 3 min de leitura · Evidência: Inicial

Calistenia gera maior consumo de oxigênio pós-exercício e uso de gordura que corrida com mesmo gasto calórico — estudo com 22 adultos jovens
Em resumo: Com o mesmo esforço aeróbico, calistenia deixa o corpo gastando mais energia e usando mais gordura depois — não durante — o exercício.

1. Instituição e origem: Conduzido por Eun-Byeol Lee, Oyama Okimitsu, Jiin Ryu e colaboradores da Yonsei University (Coreia do Sul), com participação de pesquisadores da University of Texas Austin. Publicado no Research Quarterly for Exercise and Sport em 2025 (DOI 10.1080/02701367.2024.2410394).

2. O que o estudo queria responder: Uma sessão de calistenia de corpo inteiro (circuito com peso corporal) produz maior excesso de consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC) e maior uso de gordura na recuperação do que exercício contínuo em intensidade equivalente de consumo de oxigênio (V˙O2)?

3. Quem participou: 22 adultos jovens (idade 22,1 ± 2,4 anos), sendo 4 mulheres e 18 homens. Desenho crossover: cada participante realizou duas sessões em dias separados — calistenia de corpo inteiro (9 exercícios, 15 repetições × 4 séries) e exercício contínuo em esteira (60–90% do V˙O2max) com V˙O2 pareado entre as sessões.

4. Como foi feito: RCT crossover com pareamento de V˙O2 entre sessões. Calistenia: circuito com 9 exercícios de peso corporal (4 séries de 15 repetições). Controle: corrida em esteira na mesma intensidade de consumo de oxigênio. Medidas: gasto energético, utilização de substrato (carboidrato vs. gordura) e EPOC durante 60 minutos de recuperação pós-exercício.

5. Duração: Uma sessão isolada — não avalia adaptações crônicas após semanas de calistenia. EPOC medido por 60 minutos; efeitos além desse período são desconhecidos.

7. O que os resultados mostraram: Durante o exercício, a esteira apresentou pico de V˙O2 e frequência cardíaca maiores. Porém, na recuperação, a calistenia mostrou (a) maior V˙O2 e gasto energético acima do basal nos primeiros 10 minutos (0–5 min: 1,7 vs. 1,0 kcal/min; 6–10 min: 0,5 vs. 0,1 kcal/min; p < 0,05); (b) maior uso de carboidrato durante o exercício (85% vs. 73%; p < 0,01); e (c) maior uso de gordura como fonte de energia na recuperação (71% vs. 50%; p < 0,01). O EPOC da calistenia permaneceu elevado enquanto a esteira retornou rapidamente ao basal.

8. O que o estudo não responde: Amostra muito pequena e predominantemente masculina. Desfecho metabólico agudo — não traduz diretamente em perda de gordura corporal a longo prazo. Não compara calistenia com treino resistido com cargas externas.

9. Aplicação prática: Circuitos de calistenia (flexões, agachamentos, burpees, prancha — 4 séries de 15 repetições) podem ser alternativa eficiente à corrida para quem busca maior EPOC e metabolismo de gordura pós-treino com o mesmo gasto calórico durante a sessão. Útil para treinos em casa sem equipamento.

10. Ponto de atenção: Não extrapole EPOC agudo para queima de gordura crônica — perda de gordura depende de déficit calórico sustentado. Amostra de 22 jovens não representa população geral.

11. Uma frase para levar: Com o mesmo esforço aeróbico, calistenia deixa o corpo gastando mais energia e usando mais gordura depois — não durante — o exercício.

Referência

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39388673/

Conteúdo educativo, não substitui avaliação ou orientação de profissional de saúde. Consulte um profissional antes de iniciar treino, dieta ou suplementação.

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